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| RAFAEL Dedico este site ao jovem Rafael Caroni, que em agosto de 2003 sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), quando saia do mar, após a prática de seu esporte favorito, o surf. Hoje ele está com 26 anos e continua lutando pela vida, segundo os médicos que o atenderam, tanto no Hospital de Tramandaí, como na PUC, a sua sobrevivência foi um verdadeiro milagre - ele tinha apenas 2% de chances de vida quando entrou na emergência depois de ser ressussitado pelos amigos ainda na beira da praia - as necessidades para seu tratamento ainda são muitas. Mas o esforço da família e o auxílio dos amigos e de pessoas anônimas que ao longo desse tempo vem ajudando Rafael, é recompensado pela força de vontade dele em buscar a sua recuperação. As fotos dele, antes e depois do acidente, poderiam dispensar o comentário a seguir, mas insisto neles dada a gravidade econômica da família que, realmente, necessita de apoio para que a força de Rafael seja acompanhada das necessidades materiais necessárias para que uma história como essa possa ter se não o mais feliz, um final menos triste. RAFAEL I É difícil para qualquer pessoa imaginar o que deve passar pela mente desse jovem, que recuperou, quase na todalidade, a lucidez de seus pensamentos, porém tem, na falta de resposta do seu corpo, um obstáculo quase intransponível. Na frente do computador, demontra os avanços na luta e resistência. Ele já consegue movimentar o mouse com uma das mãos para jogar paciência e, com muito esforço escreve algumas palavras na tela. Faz sinais como positivo e movimenta a boca emitindo sons que a família aos poucos, já começa a identificar como pedidos para ir passear, trocar a roupa, e outros gestos de carinho, como apertar forte a mão de quem chega para vê-lo, movimentar a cabeça para os lados e, muitas vezes, apenas a queda pelo rosto de uma lágrima solitária. RAFAEL II Como disse antes, as necessidades da família para manter a estrutura são muitas. A cada visita ao médico, para consulta, exames e avaliações, feitas na PUC, é necessário transporte especial - porque não há qualquer sensibilidade dos poderes públicos para pessoas com tamanhas dificuldades - que custa bem caro ida e volta. Os medicamentos, muitos deles carísimos, são adquiridos com sacrifício e do estado, apenas as doses de botox para reforçar a musculatura do corpo fragilizado pela inércia de movimento é liberado a cada três meses. Os demais, não estão na lista de compras da Secretaria da Saúde. Sondas, lenços e gazes para limpeza são despesas correntes e fundamentais para a sobrevivência de Rafael. Se você puder auxiliá-lo, não pense duas vezes. Entre em contatocom a família e dê a sua solidariedade a esse jovem que demonstra com tanta clareza a sua vontade de viver.
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